
Passam segudos, minutos, horas... Dias, meses, anos... Eles vem e vão.
Sem pedir licença, alojam-se; dominam o pedaço, no qual o coração é imensurável.
Criam-se hábitos, revelam-se segredos, sente-se o amor, o bem querer.
Oferta a alegria, o sorriso se estampa.
Aprende e se ensina.
Partem. E o que resta?
Restam somente lembranças, recordações em um esfumaciado preto e branco de momentos que se foram e jamais retornaram. Tristeza para os que ficam, saudade que em um instante sufoca, levando ao ápice do tresvario, da alienação mental. Lágrimas que se esconde, escorrendo em gotas de triste dor na escuridão do eu mais profundo e solitário, no qual o grande companheiro que acalmara os sofrimentos e servira para atenuar ou emendar as consequências de uma falta será o TEMPO.
Tempo que para o homem se sucede em anos, dias, horas, momentos, que envolve para o homem, a noção de presente, passado e futuro.
Muitos correm contra e se desesperam para a chegada, tal qual estará mesmo assim.
Enfim, o que restará será uma alma desanuviada e o coração aberto para novos passageiros que se instalaram e partiram como tantos outros; herança de um cunho, aprendizado e lugar reservado caso retorne.
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