29 de março de 2008

Em espera.

Reação fisiológica da sufocante angustia.
Mãos que ao rosto toca,
Ar que se solta
Desespero que na razão se forma.

Cavalo que em campos cavalga,
Sem rumo, sem destino.
Perde-se. acha-se. Nunca uma constante.
Teima em encontrar,
Uma hora irá de achar,
Ou será que o caminho de encontro virá?!
Será, será, será?!

Tal cavalo que em desespero desenfreada mente insiste em buscar,
E vive. Vive intensamente,
Cada cavalgada,
Cada brisa que o toca,
Flores que encontra,
Pedras que esbarra,
Sol que aquece,
Sombra que se forma.

Receio de cruzar, trilha insatisfatória,
Negra,
Obscura,
Seca,
Fria,

O ato de ter que cavalgar sem amor por essas trilhas,
Entristece, endoidece, falece.
Um coração e uma alma,
Enquanto a razão se perde... Se esquece.


Infelizmente é só vivendo para descobrir,
E almejas? Desejas?

Caminho reto e direto não existe.
Rio que curva faz,
Ao redor do verde da mata,
Pássaros que cantam e voam,
Flores que nascem
Seres que habitam
Vida imita.

Dor no interior,
Beleza ao redor.
Peso parece permanecer menor.
Apenas. Aprendiz.

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