Reação fisiológica da sufocante angustia.
Mãos que ao rosto toca,
Ar que se solta
Desespero que na razão se forma.
Cavalo que em campos cavalga,
Sem rumo, sem destino.
Perde-se. acha-se. Nunca uma constante.
Teima em encontrar,
Uma hora irá de achar,
Ou será que o caminho de encontro virá?!
Será, será, será?!
Tal cavalo que em desespero desenfreada mente insiste em buscar,
E vive. Vive intensamente,
Cada cavalgada,
Cada brisa que o toca,
Flores que encontra,
Pedras que esbarra,
Sol que aquece,
Sombra que se forma.
Receio de cruzar, trilha insatisfatória,
Negra,
Obscura,
Seca,
Fria,
O ato de ter que cavalgar sem amor por essas trilhas,
Entristece, endoidece, falece.
Um coração e uma alma,
Enquanto a razão se perde... Se esquece.
Infelizmente é só vivendo para descobrir,
E almejas? Desejas?
Caminho reto e direto não existe.
Rio que curva faz,
Ao redor do verde da mata,
Pássaros que cantam e voam,
Flores que nascem
Seres que habitam
Vida imita.
Dor no interior,
Beleza ao redor.
Peso parece permanecer menor.
Apenas. Aprendiz.
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