29 de abril de 2008

Doente.

Hoje estou doente,
Doente de ti,
Doente de mim,
Doente da alma e do coração.

Não estou para palavras belas e atraentes, nem para as sórdidas e medíocres.
Não estou para sonhos nem desejos.
Não sou ouvinte tão pouco falante.
Hoje não estou aqui nem ali.
Não estou em mim
Hoje sou a escuridão, não estou nela, sou ela.

O silêncio na mente não se encontra,
Voou.
Saiu pela janela enquanto eu tentava lhe abrir a porta.

No fundo de meu estomago uma reviravolta de sabores, que juntos se misturam, causando-me imensa dor.
E esse meu conhecido tempo, ficou de mau comigo,simplesmente me deu as costas e caminhou tranqüilo,
Enquanto eu a observá-lo fiquei,sem reação, parada, estática.
Já a razão se remete a ser doentia, como agulhas que espetam, de dentro para fora,pensamentos pedindo para sair, sem licença muito menos educação.
E o abatido coração, recebe o suave cantar dos pássaros, o alaranjado do céu com o encanto do azul que ao branco se mistura,
Um breve trovão, sinais de chuva que o vento traz então.

Um comentário:

Pamela Facco disse...

Ah minha pequenina essa escuridão não pode ser uma constante.
"é preciso mudar tudo"?